Estes são para poucos

Estes são para poucos

Existe sempre quem goste de animais exóticos. Você é desses que acham legal ter uma cobra ou uma iguana como bicho de estimação?

Eu não gosto, prefiro um cão ou um gato aconchegado aos meus pés. Mas, para muitos, os répteis podem ser excelentes animais de estimação e com vários benefícios para seus tutores. Os números até chegam a impressionar: em todo o mundo, cerca de 70,5 milhões de répteis e outros pequenos animais são utilizados como pets; no Brasil, são em torno de 2 milhões, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Interessado em ter um em casa? Vamos às dicas:

1. Compre apenas répteis legalizados e de vendedores licenciados
Esta é a orientação da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). E não se trata de uma questão burocrática. O tráfico de animais silvestres é uma atividade que movimenta R$ 39 bilhões por ano em todo o mundo, segundo dados da ONG WWF. No Brasil, o estudo mais recente sobre o tema é o 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Animais Silvestres, de 2002, que estima a retirada de 38 milhões de animais da natureza brasileira todos os anos.

2. Peça sempre a nota fiscal
Do ponto de vista legal, a loja deve fornecer ao comprador uma nota fiscal, que fale sobre o animal adquirido e que contenha algumas especificações técnicas – é preciso comprovar que o réptil nasceu em um cativeiro legalizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Além disso, o animal deve ter obrigatoriamente um microchip de identificação.

3. Conheça bem a espécie escolhida
Em casa, o tutor deve conhecer a biologia básica do animal para poder identificar possíveis doenças. Além disso, é preciso ter informações sobre os cuidados com o pet, que podem variar de espécie para espécie.

4. Respeite o estilo de vida do animal
De modo geral, os répteis são muito dependentes do ambiente externo. Por conta disso, são necessários alguns equipamentos como pedras aquecidas, lâmpadas específicas e um terrário que se adeque ao estilo de vida do animal escolhido.

5. Por lei, as espécies que podem ser comercializadas no Brasil são as seguintes:

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Serpentes, como jiboias (Boa constrictor, foto), salamantas (Epicrates cenchria), suaçuboias (Corallus hortulanus) e piriquitamboias (Corallus caninus).

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Lagartos, como teiús (Salvator merianae) e iguanas verdes (Iguana iguana).

Quelônios, como jabutis (Chelonoides carbonaria, foto) e tigres d’água (Trachemys dorbigni).